quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Resenha Crítica do filme: “O Show de Truman”


O Show de Truman é um filme que mostra o sensacionalismo e alienação da sociedade atual imposta pela televisão. Feito pelo diretor Peter Weir e roteirista Anddrew Niccol, mostra a historia da vida de Truman Burbank, interpretado por Jim Carrey, um corretor de seguros, simples que vive desde que nasceu um reality show sem saber, tratado com mercadoria em um sistema cruel e dominador, que apresenta através de Truman um modelo de cidadão passivo e ideal, com um modo de agir e pensar desejável e manipulável.
Tudo ao redor de Truman é cenográfico, ele vive no maior estúdio do mundo; sua família, amigos e vizinhos fazem parte do elenco, e são comandados por Cristof, interpretado por Ed Harris, criador do espetáculo.
Truman não conhece os limites de sua “cidade”, desde que nasceu nunca saiu de lá, nunca viajou; e começa a querer explorar mais a vida.
Em “O Show de Truman” vemos duas perspectivas da vida, a visão de Truman da realidade e a visão dos espectadores; ambas distorcidas. No show aparecem propagandas de vários produtos como a cerveja que um amigo de Truman sempre leva a sua casa, o achocolatado que sua esposa consome, entre outros, demonstrando o quanto a publicidade invade o extrapola limites, induzindo a população ao consumo automático e inconscientemente.
Espectadores do mundo todo acompanham a vida de Truman, e chega a um ponto que ele começa a questionar sua vida pacata e perfeita, buscando quem realmente ele é e como se sente.
Truman enfrenta seus temores e vai velejar rumo a Sylvia nas ilhas Fiji. No caminho é obrigado a enfrentar uma terrível tempestade, provocada para detê-lo, mas sobrevive e consegue chegar á saída levando ao delírio milhares de espectadores que ao ver Truman se libertar sem saber também libertavam-se dessa influencia perniciosa do reality show. 
Em um momento do filme um entrevistador pergunta a Christof, criador do Show, porque Truman até agora nunca questionou a natureza do seu mundo? E Christof diz que as pessoas aceitam a realidade do mundo como ela é apresentada. Isso faz um paralelo com o Mito da Caverna de Platão, contido na obra A Republica que fala de como podemos nos libertar da escuridão que oculta à luz da sabedoria e da verdade. A fala de Christof é concordante ao Mito de Platão, pois diz que são poucos os que distinguem entre o mundo real e o mundo de aparências.


Texto escrito por Renata Peixoto de Castro Rodrigues

Referências:

O Show de Truman, O Show da Vida

Ficha Técnica:
Titulo no Brasil: O Show de Truman, O Show da Vida
Título Original: The Truman Show - EUA, 1998
Duração: 103 minutos
Gênero: Drama
Direção: Peter Weir
Roteiro: Andrew Niccol
Elenco: Jim Carrey, Laura Linney, Ed Harris, Noah Emmerich, Natascha McElhone e Paul Giamatti


2 comentários:

  1. Este filme é bem interessante. Eu já vi. Não sei se notaram, mas pelo ângulo que vi, talvez por coincidência o filme faz também uma certa menção sobre Deus. Será que estamos presos num sistema de coisas por crer ou por descrer? Qual a verdade que nos libertará? Perguntas deste tipo podem surgir aos montes, tanto a favor do crente quanto do céptico.
    As ideias de Platão impressionam, mas também não têm exatidão. Acho que é um filme pra guardar.

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