domingo, 5 de setembro de 2010

Humor brasileiro: Comédia ou Tragédia?


Escolhi falar do programa de humor “Casseta e Planeta” exibido pela Rede Globo de Televisão nas noites de terça feira, ás vinte duas horas. É um programa que existe desde 1992 e destina-se as classes médias e baixas, e tem como principal foco ridicularizar os acontecimentos de nossa sociedade.
Em seus episódios o programa traz esteriótipos de todos os tipos, negros, homossexuais, políticos corruptos, mulheres objetos, criminosos; alimentado todo tipo de preconceitos, nutrindo sentimento de paralisação e aceitação diante das atrocidades cometidas em nosso país.
Em um dos episódios que assistir, eles ridicularizam o acontecido recentemente no hotel em São Conrado no Rio de Janeiro; um fato lamentável, vergonhoso e triste; fazer piada de tal fato, em minha opinião, é um ato de extremo mau gosto.
Tais ideologias, mesmo que cômicas fazem com que a população estagne ou até retroceda, porque ao invés de perceberem a gravidade das coisas, riem e acham normal, não agindo nem reagindo; permitindo todo tipo de avacalhação.
No programa existem caricaturas prejorativas de todas as ordens, desde o presidente da republica aos personagens das novelas.
Qualquer pronunciamento do presidente da republica vira piada; e os dramas televisivos que tratam de temas pertinentes a sociedade como: drogas, homossexualismo, gravidez na adolescência, lições de ética e honestidade são ridicularizadas pelo programa, obliterando o discernimento dos telespectadores.
A maioria dos programas de humor da TV brasileira são baseados nas misérias e precariedades sofridas pelo país. Em todos os canais o que se vê são os mesmos típicos formatos, onde temos como principal a vulgarização da figura feminina e sua exploração, a abismal diferença existente entre as classes sociais e as muitas doenças que gera essa desigualdade, preconceitos raciais e sexuais, humilhação, criminalidade são banalizadas e ridicularizadas, tratadas como aspectos normais da sociedade, destorcendo todos os tipos de valores.

Texto escrito por Renata Peixoto de Castro Rodrigues

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